Estudos mostram que há uma preocupação constante em tornar a EAD cada
vez mais centrada no aluno. De acordo com Belloni (2006 p. 39) “seja do ponto de
vista dos paradigmas econômicos, seja desde a perspectiva das grandes definições”
Para saber quem é o aluno da educação a distância é necessário analisar
algumas características que lhes são peculiares.
Segundo Belloni (2006):
As características fundamentais da sociedade contemporânea que mais têm
impacto na educação são, pois, maior complexidade, mais tecnologia,
compressão das relações de espaço e tempo. Trabalho mais
responsabilizado, mais precário, com maior mobilidade, exigindo um
trabalhador multicompetente, multiqualificado, capaz de gerir situações de
grupo, de se adaptar a situações novas, sempre pronto a aprender. Em
suma, um trabalhador mais informado e autônomo.
Hoje em dia as pessoas procuram cada vez mais sua autonomia e a auto–
aprendizagem é uma das características que mais se destacam no perfil dessas
pessoas. O profissional atual precisa ser versátil e estar sempre ligado a novas
tendências aprimorando seu aprendizado em prol do seu trabalho e até mesmo da
sua realização pessoal. Trindade, apud Belloni (1992, p. 32), define aprendizagem
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autônoma como um processo de ensino e aprendizagem centrada no aprendente, e
diz ainda que o professor deva assumir-se como recurso deste aprendente.
Seria muito bom se esse fosse o perfil de todos os estudantes da educação
a distância. Palloff e Pratt (2004), dizem que esse ideal de aluno está longe de fazer
parte da grande maioria das pessoas que procuram esse tipo de ensino. De acordo
com Renner (1995) muitos estudantes a distância tendem a realizar uma
aprendizagem passiva “digerindo pacotes de informações e regurgitando os
conhecimentos assimilados no momento de avaliação”.
Belloni (2006) diz que a clientela potencial da educação está se modificando
rapidamente tendendo a aumentar em número e a se diversificar em termos de
demandas especificas de globalização e localização.
Gilbert, apud Palloff e Pratt (2004) diz que:
O aluno on-line “típico” é geralmente descrito como alguém que tem mais
de 25 anos, está empregado, preocupado com o bem-estar social da
comunidade, com alguma educação superior em andamento, podendo ser
tanto do sexo masculino quanto do feminino.
Pode se dizer que o aluno adulto da educação a distância atualmente
encontra-se na fase da andragogia. Knowles (1995) define andragogia como "a arte
e a ciência de ajudar adultos a aprenderem, partindo das diferenças básicas entre o
Ser-adulto e o Ser-criança". Segundo este autor os adultos aprendem para uma
aplicação imediata das atividades que executam, no sentido de resolver problemas.
Os jovens e as crianças aprendem com a finalidade de estocar conhecimentos.
Considerando o público adulto, Knowles (1995), usando os princípios
básicos da andragogia, entendendo também o modelo de curso adotado, e
considerando as necessidades individuais de cada indivíduo cita os princípios desta
ciência dizendo que eles permitem elaborar processos efetivos para a
aprendizagem: necessidade de saber do estudante; autoconceito do estudante;
experiência anterior do estudante; prontidão para aprender; orientação para
aprender; motivação para aprender.
Pesquisas, porém, mostram que não há uma faixa etária definida para os
cursos a distância. Palloff e Pratt (2004 p. 23) citam uma pesquisa publicada pelo
National Center for Education Statistics (2002) que mostra que:
Em 31 de dezembro de 1999, 65% das pessoas com menos de 18 anos
haviam ingressado em um curso on-line, o que indica a popularidade
crescente dos cursos virtuais de ensino médio. Cinqüenta e sete por cento
dos alunos universitários considerados tradicionais, com idade entre 19 e 23
anos, também ingressaram em tais cursos. Cinqüenta e seis por cento das
pessoas com idade entre 24 e 29 anos matricularam-se, e o índice de
pessoas com mais de 30 anos que fizeram o mesmo foi de 63%. As
estatísticas confirmam que o número de homens e mulheres e bastante
semelhante. Com exceção dos grupos indígenas e dos nativos do Alaska
(dos quais apenas 45% ingressaram em cursos on-line), cerca de 60% de
pessoas de todas as raças participam de tais cursos.
Entende-se que o aumento da procura por cursos a distância se dá pelas
facilidades que esse tipo de ensino pode oferecer. Com o uso da Internet houve uma
facilitação maior visto que agora inexistem barreiras na comunicação entre o aluno e
seu professor.
Veja esta matéria na sua integra no seguinte site:
http://aveb.univap.br/opencms/opencms/sites/ve2007neo/pt-BR/imagens/27-06-07/Cognitivas/trabalho_101_gilda_anais.pdf
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