*Blog do Wanderson*
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sábado, 22 de novembro de 2025
Casa de Oração
sábado, 2 de agosto de 2025
Juizes 14.4 Uma breve análise exégetica
Análise Comparativa de Versoes Bíblicas
Essa breve análise será iniciada com a comparação entre versões bíblicas:
ACF: Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.
NTLH: O seu pai e a sua mãe não sabiam que era o Senhor Deus que estava orientando Sansão para fazer aquilo. Deus estava procurando uma oportunidade para atacar os filisteus, que naquele tempo dominavam o povo de Israel.
NVT: Seus pais não sabiam que o Senhor agindo no meio disso tudo, para criar uma oportunidade de agir contra os filisteus que, na época, dominavam Israel.
NVI: Seus pais não sabiam que isso vinha do Senhor, que buscava ocasião contra os filisteus; pois naquela época eles dominavam Israel.
KJV: But his father and his mother knew not that it was of the LORD, that he sought an occasion against the Philistines: for at that time the Philistines had dominion over Israel.
BHS וְאָבִיו וְאִמּוֹ לֹא יָדְעוּ כִּי מֵיְהוָה הִיא כִּי־תֹאֲנָה הוּא־מְבַקֵּשׁ מִפְּלִשְׁתִּים וּבָעֵת הַהִיא פְּלִשְׁתִּים מֹשְׁלִים בְּיִשְׂרָאֵל ׃ פ
O escritor de Juízes não é identificado, porém devido a alguns traços históricos contidos no próprio livro como a destruição de Silo (Jz 18. 30,31), que ocorreu durante a juventude de Samuel (I Sm 4), a tradução judaica está inclinada a aceitar o profeta Samuel como aquele que foi usado por Deus para escrever o período católico dos juízes em uma Israel sem governo político e civel.
Sendo assim, o versículo 4 é um comentário editorial, ou seja, o ator deu sua opinião de um evento passado, que também pode ser chamado de narrador onisciente. Tal anotação é analisada de forma simplificada nos demais nos variados comentários bíblicos, enquanto outros eruditos simplesmente a ocultam: o que torna o trabalho do exegeta bem laborioso e muito desafiador.
Breve Contexto Histórico
Breve Análise de Jz 14.4
Na leitura deste versículo encontramos o termo "E isto vinha do SENHOR", suscitando a pergunta: Deus estaria indo de encontro a suas próprias normas? Estaria Deus abrindo uma exceção?
Sob hipótese alguma, o Altíssimo estaria abrindo quaisquer tipos de exceção (Ml 3:6). Pecado sempre será pecado, e isto foi afirmado na repreensão de Manoá. Nas penas do narrador onisciente, aquele termo fazia todo sentido, haja vista que a história daquele juiz já estava concluída e que diante das más ações humanas, podemos ver Deus como Dominador Supremo que muda os tempos (Dn 2. 21,22) e que estabelece reis (1 Rs 3:7).
Em nenhum momento Deus está aceitando as más ações de Sansão, todavia, o propósito maior seria a nação de Israel e assim como ele fez com os irmãos de José, mais uma vez ele estaria transformando o mal em bem. (Gn 50:20). Tanto os irmãos de José quanto o próprio Sansão arcaram com suas consequências pecaminosas. É o poder diretivo do Senhor. Não apenas o poder diretivo do Senhor, mais o poder de Sua Graça Salvadora que manifestou-se em Sansão através da fé (Hb 11.32).
Concluímos que no período dos Juizes (e nos dias atuais), o livre arbítrio do homem (espiritualmente morto) sempre foi respeitado por Deus. No entanto, tudo o que acontecia, a vontade soberana de Deus era cumprida, de tal maneira que os homens eram culpados de suas tolices. As consequências são visíveis nas páginas bíblicas.
Breve Bibliografia
O Antigo Testamento Interpretado de Champlin
Comentário Bíblico de Wiersbe
Juízes e Rute de Cundall & Morris
Comentário Bíblico de Beacon
Adam Clarke's Commentary on the Whole Bible (Judges)
Comentário Bíblico Popular de MacDonald
Comentário Bíblico Vida Nova de D. A. Carson
Comentário Bíblico de Moody
Comentário Bíblico Broadman
Esta pequena análise NÃO obedece as normas tecnico-cientificas da ABNT.
segunda-feira, 13 de março de 2023
O Cristianismo ajudou a mulher
Você provavelmente ja viu alguma feminista ou militante de esquerda dizer que o cristianismo rebaixou a mulher e a prendeu numa posição menor, contudo, se formos olhar a história vemos que quem de fato ajudou a mulher foram os cristãos.
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
O que é Pericorese?
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
A pessoa do Espírito Santo
O Antigo Testamento manifestou claramente o Pai e, mais obscuramente, o Filho. O Novo Testamento deu a conhecer abertamente o Filho e, obscuramente, indicou a divindade do Espírito Santo, Hoje, o Espírito Santo habita entre nós e se dá mais claramente a conhecer. Porque teria sido inseguro pregar abertamente o Filho antes de ser reconhecida a divindade do Pai, ou antes de ser reconhecida a divindade do Filho, impor-se, por assim dizer, a do Espírito Santo. Gregório de Nazianzo (329-389).
segunda-feira, 9 de março de 2020
Quem são os “cães” em Ap 22.15?
quinta-feira, 23 de junho de 2016
João Batista é Elias reencarnado??
Primeiro, mesmo que pensassem que era o mesmo profeta em pessoa chamado de Elias não significa necessariamente que eles acreditavam que era reencarnação, pode significar que acreditavam que ele simplesmente veio assim como foi levado aos céus sem morrer. Alguém que não conhece o seu nascimento nem suas circunstâncias, principalmente porque ele passou a ficar no deserto, poderia muito bem supor isso (isso porque, essa confusão aconteceu até com Jesus). Ou seja, toda essa sua conclusão passa desse pressuposto, em vez de uma possível volta de Elias no mesmo corpo que teria sido arrebatado. Todo o texto mostra que as pessoas viam certo mistério em João, esse mistério, junto com seu ministério no deserto, pode ter feito as pessoas perguntarem isso. Só isso exclui uma interpretação reencarnacionista como necessária.
Veja que alguns diziam que Jesus era João Batista! Impossível pela idade deles estarem falando em uma reencarnação. No caso de João Batista estavam falando de alguém que, segundo a tradição judaica, não teria morrido.
Então temos que buscar mais pistas sobre o que eles acreditavam, em vez de simplesmente pressupor a qualquer custo que (1) Elias havia morrido depois de ter sido arrebatado e (2) eles estavam se referindo a uma reencarnação.
Segundo, Lucas, que foi contemporâneo dos apóstolos, aprendeu diretamente com eles e escreveu uma biografia de Jesus antes que estes morressem (o que significa que eles tiveram um bom tempo para autorizar a utilização dela) diz algo que pode ajudar na compreensão sobre o que eles acreditavam:
- -> Herodes pensou que Jesus era João que tinha ressuscitado, ou Elias que tinha aparecido. 9, 7; Outros, (v. 8) um profeta antigo que tinha ressuscitado.
- Quando perguntaram sobre quem Jesus era, eles responderam: "João o Batista (impossível, como disse, que pensassem que era reencarnação nesse caso, por causa da idade de ambos); outros, Elias, e outros que um dos antigos profetas ressuscitou." Lc 9, 19. Se com os outros profetas, que estavam mortos, eles acreditavam que teriam ressuscitado, imagine Elias, que foi arrebatado vivo?
- João Batista já estava morto, mas Jesus ao conversar na transfiguração, conversou com Moisés e Elias. Ora, se eles acreditassem mesmo que João Batista era a reencarnação de Elias, é mais lógico supor que eles citariam o nome de "João" não "Elias".
Ou seja, nesses casos não há nenhuma referência a reencarnação, pelo contrário, há varias citações que argumentam de forma positiva para que ou eles pensavam que ou Elias tinha ressuscitado (caso acreditassem que ele tivesse morrido, o que é improvável) ou que Elias apareceu, tal como havia sumido, ou uma terceira opção, que citarei no final.
Isso é o que as pessoas diziam sobre Elias. Que ou havia aparecido, ou era algum dos profetas ressurretos.
E o que Jesus disse? "E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias" 1, 17.
Nesse caso temos duas opções: espírito reencarnado, ou uma linguagem familiar da tradição judaica para outra coisa.
Quanto isso, além de ser um indicativo contrário o fato de todos os outros falarem de uma "aparição" ou "ressurreição", nas Escrituras do AT, familiar a Jesus e aos judeus que ele se dirigia, ao falar de Elias, também não apoia a reencarnação. É só recordar que Eliseu, ao fazer um pedido a Elias, pediu a porção dobrada de seu espírito. Como Elias não morreu naquele momento, seria uma prova de desespero supor que seria algo como uma incorporação (o máximo que se pode chegar). Quando Eliseu voltou, as pessoas reconheceram que o espírito de Elias, que não tinha morrido, repousava sobre Eliseu.
Assim, uma vez que é impossível pelo texto uma reencarnação ou incorporação de Elias em Eliseu, fica óbvio que se refere ao espírito de profecia em Eliseu.
Juntando os textos que mostram que eles faziam referência a uma aparição e ressurreição, com o fato de que o texto nas Escrituras que falam de Elias se referem uma significação diferente para "espírito", então fica difícil não concluir que Jesus disse que João Batista iria no espírito e na virtude de Elias não no sentido de que era a reencarnação dele (até porque diz que "vai no espírito" não que "é o espírito"), mas que tinha, assim como Eliseu, o mesmo espírito profético.




